Disputas judiciais por herança podem abalar famílias inteiras quando não há um planejamento sucessório adequado. Em 2024, cerca de 60% das transmissões de bens ocorreram via inventário, ilustrando o tamanho do problema. A falta de um plano sucessório claro faz com que muitos patrimônios virem fonte de brigas, processos demorados e perda de valor para os herdeiros.
Não ter um planejamento sucessório pode prejudicar seriamente a herança deixada para a família. Os números recentes no Brasil evidenciam isso. Segundo especialistas, apenas 2,5% das pessoas que morrem no país deixam um testamento registrado – ou seja, a imensa maioria acaba falecendo sem disposição prévia dos bens. Como resultado, cerca de 60% das transferências de patrimônio ocorrem via inventário judicial, um processo demorado (pode levar de 3 a 10 anos) e custoso. De fato, o procedimento de inventário no Judiciário pode consumir até 20%–30% do valor total do patrimônio em impostos, taxas cartorárias e honorários advocatícios. Esse peso financeiro significa que uma parte considerável da herança se perde pelo caminho, em vez de beneficiar os herdeiros.
Planejamento sucessório é o conjunto de estratégias jurídicas, patrimoniais e financeiras usadas para organizar, ainda em vida, como os bens e direitos de uma pessoa serão transmitidos aos seus herdeiros ou beneficiários após sua morte.
Ele pode envolver diferentes instrumentos, como testamento, doações em vida, criação de holdings familiares, seguros de vida e acordos entre herdeiros. O objetivo é tornar a sucessão mais clara, ágil e econômica.
Evitar conflitos familiares: deixar tudo definido com antecedência reduz disputas.
Reduzir custos: diminui impostos, taxas e gastos com longos processos judiciais.
Agilizar a transmissão dos bens: herdeiros têm acesso mais rápido ao patrimônio.
Proteger vulneráveis: garante que cônjuges, filhos menores ou dependentes recebam sua parte com segurança.
Preservar empresas familiares: assegura continuidade dos negócios e empregos.